Brumadinho: 121 mortos e 212 desaparecidos

No dia 25 de janeiro de 2019, por volta de meio dia e meio, a barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG) se rompeu atingindo os prédios da empresa e posteriormente a cidade de aproximadamente 39 mil habitantes.

O lamaçal arrastou carros, equipamentos, casas, animais e pessoas. O desespero tomou conta de quem estava na cidade no momento do rompimento e deixou em estado de choque os familiares de trabalhadores da mineradora. 

A partir daí um resgate dramático começa. Diversos helicópteros do Corpo de Bombeiro do estado de Minas Gerais começaram a sobrevoar as áreas atingidas na tentativa de localizar sobreviventes. Em solo, vários bombeiros mostraram que são verdadeiros heróis ao se arrastarem na lama para aumentar a chance de encontrar alguém. Um avião enviado de Israel, chegou ao Brasil no dia 27 de janeiro, à bordo cerca de 127 pessoas entre elas, médicos, técnicos, bombeiros e especialistas em crise. Trazendo em seu bagageiro 16 toneladas de equipamentos de última geração para ajudar na buscas de desaparecidos.

Hoje, 10 dias após a tragédia, 121 mortos foram confirmados -107 deles já foram identificados, e 212 desaparecidos. 

Até a tarde de quarta-feira, 30/01, a Justiça mineira já havia bloqueado R$ 11,8 bilhões da Vale para garantir a recuperação dos danos causados pelo rompimento da Barragem I. Além dos bloqueios, a empresa recebeu sanções administrativas do IBAMA e pelo Estado de Minas Gerais e a UFMG, totalizando aproximadamente R$350 milhões. No dia 28/01, foi ajuizada em um Tribunal Federal do Distrito Leste de Nova Iorque, uma reclamação de ação coletiva contra a Vale. A alegação é de que a empresa teria violado a Lei de Valores Mobiliários Americana por supostamente ter feito declarações falsas e se omitido em divulgar os riscos e danos potenciais no caso de um rompimento de barragem. 

A justiça negou o pedido de liberdade à 3 funcionários da Vale e aos 2 engenheiros da empresa que fiscalizava a barragem I, a acusação é de fraude nos documentos que alegavam a estabilidade da barragem do Córrego do Feijão. 

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